MedDRA, WHODD e Dicionário Central da Empresa em Farmacovigilância
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Na área crítica da farmacovigilância, onde mesmo pequenas inconsistências podem ter consequências que alteram a vida, as terminologias padronizadas são a base da segurança dos medicamentos. Estas linguagens partilhadas, como o MedDRA (Dicionário Médico para Atividades Regulamentares), o WHO-DD (Dicionário de Medicamentos da WHO) e o Dicionário Central da Empresa, atuam como ferramentas poderosas para garantir uma comunicação e análise claras e consistentes de eventos adversos e reações a medicamentos. Vamos explorar a importância de cada um destes dicionários e como eles atuam em conjunto para salvaguardar a saúde pública.

MedDRA: Padronização da Linguagem Médica

MedDRA funciona como a linguagem universal na farmacovigilância, oferecendo uma estrutura padronizada para descrever eventos médicos. Desenvolvido pelo Conselho Internacional para a Harmonização dos Requisitos Técnicos de Produtos Farmacêuticos para Uso Humano (ICH), o MedDRA fornece um conjunto abrangente de códigos (denominados Termo Preferencial) que abrange sintomas, diagnósticos, procedimentos e resultados laboratoriais. A sua estrutura hierárquica permite uma notificação e análise consistentes de eventos adversos a nível global.

 Papel na Farmacovigilância:

  1. Normalização: O MedDRA garante a consistência na notificação de eventos adversos, facilitando a comunicação uniforme entre investigadores e a compreensão por profissionais de saúde em todo o mundo.
  2. Codificação Eficiente: Os relatórios de eventos adversos são codificados utilizando termos MedDRA, permitindo um processamento de dados e deteção de sinais eficientes.
  3. Conformidade Regulamentar: Agências reguladoras como a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) exigem o uso de MedDRA, tornando-o essencial para a conformidade nas atividades de farmacovigilância.

WHODD: Precisão na Identificação de Medicamentos

Complementando o MedDRA, o WHO-DD foca-se na identificação específica de medicamentos. Mantido pela Organização Mundial da Saúde (WHO), este dicionário contém um vasto repositório de nomes de medicamentos, incluindo nomes genéricos e de marca, juntamente com informações detalhadas sobre ingredientes ativos e formas farmacêuticas. O WHO-DD garante a identificação e o rastreamento precisos de medicamentos envolvidos em eventos adversos, facilitando a análise e a comunicação exatas.

Papel na Farmacovigilância:

  1. Identificação Precisa:  A WHODD oferece uma referência padronizada para a identificação de produtos farmacêuticos, garantindo a identificação precisa de medicamentos envolvidos em acontecimentos adversos para uma deteção eficaz de sinais e avaliação de risco.
  2. Nomenclatura Normalizada: A WHODD estabelece um padrão global para nomes de medicamentos, melhorando a consistência e clareza na comunicação entre profissionais de saúde, agências reguladoras e empresas farmacêuticas, minimizando erros na notificação de eventos adversos e na troca de dados.
  3. Facilitação da Troca de Dados: A WHODD serve como uma linguagem comum para a partilha de informações relacionadas com medicamentos, facilitando a troca de dados e a colaboração sem falhas entre as partes interessadas na farmacovigilância, levando a uma melhor deteção e gestão de reações adversas a medicamentos.
  4. Apoio à Conformidade Regulamentar: As agências reguladoras dependem da WHODD para a identificação e classificação de medicamentos em submissões de farmacovigilância, garantindo a conformidade com os padrões e simplificando o processo de aprovação para produtos farmacêuticos.

Dicionário Central da Empresa: Soluções Personalizadas para Entidades Farmacêuticas

Além dos padrões globais, como MedDRA e WHO-DD, as empresas farmacêuticas mantêm os seus próprios Dicionários Centrais da Empresa. Estes dicionários são personalizados para o portefólio de produtos específico da empresa, incluindo nomes de marcas, combinações únicas de medicamentos e efeitos secundários observados em ensaios clínicos. Ao construir sobre a base do MedDRA e do WHO-DD, os Dicionários Centrais da Empresa fornecem soluções personalizadas para as operações internas de farmacovigilância.

 Papel na Farmacovigilância:

  1. Personalização: Os Dicionários Centrais da Empresa permitem que as empresas definam termos e códigos alinhados com o seu portefólio de produtos e áreas terapêuticas.
  2. Integração: Ao mapear termos internos para terminologias padronizadas, os Dicionários Centrais da Empresa facilitam a interoperabilidade com bases de dados externas e submissões regulamentares.
  3. Flexibilidade: Estes dicionários podem adaptar-se a alterações na gama de produtos ou nos processos de farmacovigilância, garantindo relevância e precisão ao longo do tempo.

Abordagem Colaborativa para a Segurança dos Medicamentos

Em conclusão, MedDRA, WHO-DD e o Dicionário Central da Empresa trabalham em harmonia para garantir uma comunicação clara, consistente e precisa em farmacovigilância. O MedDRA fornece uma base padronizada para a notificação de eventos adversos, o WHO-DD oferece precisão na identificação de medicamentos, e os Dicionários Centrais da Empresa adaptam a linguagem para atender às necessidades específicas da empresa. Ao alavancar estes dicionários de forma eficaz com a assistência de um especialista experiente como a Freyr, as empresas farmacêuticas podem melhorar a sua capacidade de identificar e mitigar riscos potenciais associados a Medicamentos, contribuindo, em última análise, para o desenvolvimento de medicamentos mais seguros e eficazes.

Autor:

Sonal Gadekar

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