O Ministério da Saúde da Ucrânia publicou um projeto de portaria que estabelece critérios para classificar a água potável como “água mineral natural.” A proposta define requisitos geológicos, hidrogeológicos, físico-químicos, microbiológicos e clínicos aplicáveis às águas minerais naturais, em conformidade com a Resolução n.º 542 do Conselho de Ministros, de 9 de maio de 2025.
De acordo com os critérios propostos, a água mineral natural deve:
1.Ter origem num aquífero subterrâneo acedido através de nascentes naturais ou furos;
2.Ser microbiologicamente segura e protegida de contaminação externa;
3.Possuir características naturais que a distinguem da água potável comum, incluindo a composição mineral e de oligoelementos;
4.Manter uma composição, temperatura e características essenciais estáveis dentro das flutuações naturais.
Normas Microbiológicas
A água mineral natural deve estar isenta de:
1.Parasitas e microrganismos patogénicos;
2.Escherichia coli e outras bactérias coliformes;
3.Enterococos;
4.Anaeróbios sulfitoredutores (Clostridia);
5.Pseudomonas aeruginosa.
A proposta também estabelece limites para a contagem de colónias bacterianas viáveis tanto na fonte como nos produtos embalados.
Os critérios propostos também estabelecem níveis máximos permitidos para constituintes naturalmente presentes na água mineral natural que podem representar um risco para a saúde humana. Estes incluem bário (1,0 mg/L), boro (1,5 mg/L), cádmio (0,003 mg/L), manganês (0,50 mg/L), arsénio (0,010 mg/L), cobre (1,0 mg/L), níquel (0,020 mg/L), nitratos (50 mg/L), nitritos (0,1 mg/L), mercúrio (0,0010 mg/L), chumbo (0,010 mg/L), selénio (0,010 mg/L), antimónio (0,0050 mg/L), fluoretos (5,0 mg/L), crómio (0,050 mg/L) e cianetos (0,070 mg/L). A proposta especifica que estas substâncias devem estar naturalmente presentes na água e não resultar de contaminação na fonte.