O Brasil é a maior economia da América Latina e o mercado de dispositivos médicos mais promissor. O mercado de dispositivos médicos no Brasil é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ANVISA. A ANVISA publicou uma nova resolução, a RDC 687/2022, para a concessão ou renovação da certificação de Boas Práticas de Fabrico Brasileiras (BGMP) para dispositivos médicos e está em vigor desde 1 de junho de 2022, anulando a RDC 183/2017.
A RDC 183 foi publicada em 2017 para modernizar e acelerar o processo de emissão de certificados de BPF. A Resolução RDC n.º 687 foi publicada a 13 de maio de 2022 para simplificar a documentação necessária para a certificação de BPF. Esta reduz os requisitos técnicos para a certificação, dando um grande impulso ao processo de certificação.
De acordo com a RDC 687/2022, os critérios para certificação aplicam-se a fabricantes de dispositivos médicos de Classe III e Classe IV, como se segue:
- Local de fabrico que fabrica o produto acabado em seu nome ou para outra empresa
- Local de fabrico que realiza a libertação final do produto acabado, relacionado com pelo menos uma fase de produção, excluindo a conceção, distribuição, esterilização, embalagem e rotulagem.
- Local de fabrico de Software como Dispositivo Médico (SaMD)
Documentos Essenciais para a Certificação BGMP
Os fabricantes devem apresentar os seguintes documentos obrigatórios para a certificação:
- Formulário de submissão preenchido para certificação BGMP para dispositivos médicos
- Fluxograma geral de produção para produtos fabricados, identificando quais as etapas realizadas no local de fabrico que está a ser submetido ao processo de certificação
- O layout do local de fabrico em processo de certificação, incluindo as plantas da fábrica
- Lista de todos os produtos sujeitos à ANVISA, fabricados pelo local em processo de certificação, contendo nome técnico, linha de produção (equipamento médico, material ou dispositivos para IVD) e classe de risco.
- Uma declaração a notificar se os produtos que são ou serão comercializados no Brasil estão padronizados no país de origem e nos países que integram o MERCOSUL (bloco comercial sul-americano) e o IMDRF (Fórum Internacional de Regulamentação de Dispositivos Médicos)
- Lista de inspeções e auditorias regulamentares do local de fabrico em processo de certificação nos últimos três (03) anos
- Documentos que certificam a conformidade com as BPF no país de origem
- Cópia do relatório de inspeção emitido pela Autoridade de Saúde de um país membro de um programa de auditoria específico reconhecido pela ANVISA, como o MDSAP (Medical Device Single Unit Program)
Outra revolução trazida a público pela ANVISA é a ferramenta de avaliação de risco publicada no portal do website da ANVISA. A ferramenta visa tornar o processo mais estruturado e traz transparência ao facilitar uma visibilidade clara do processo para os fabricantes. É estabelecido um período máximo de 180 dias para a procura da certificação GMP para o novo local de fabrico.
As alterações introduzidas ao abrigo da resolução deverão facilitar a documentação necessária para o certificado de BPF. É uma vantagem para os fabricantes estrangeiros de dispositivos médicos que desejam registar os seus produtos no mercado brasileiro.
Se procura uma avaliação de impacto nos seus registos de dispositivos ou serviços regulamentares no Brasil e noutros países da LATAM, contacte um especialista regulamentar regional hoje!